História

 

A luta pela posse definitiva do território brasileiro é cheia de heroísmo, sacrifícios e lutas ingentes. E nela destacaram-se inicialmente os povos ibéricos seguidos pelos bandeirantes paulistas. E todos estavam imbuídos dos mesmos objetivos: a conquista e dominação das terras, a procura de minas de ouro e pedras preciosas e a escravização dos povos aborígenes.
O Vale do Rio Ivaí, ao Ocidente de bacia do Paranapanema, foi perlustrado e explorado desde a chegada dos primeiros colonizadores, pois há notícias de que a região foi percorrida em todas suas direções, ora por expedições castelhanas, ora por exploradores lusitanos que na época afluíam em grande número para suas colônias mais promissora, e localizada no Novo Mundo.
Contudo o povoamento efetivo do Vale do Ivaí só vai ocorrer quando dai surgem os primeiros estabelecimentos espanhóis na antiga província Paraguai de Guairá, que data de 1554, quando RUY DIAS MELGAREJO erguia a Vila Rica do Espirito Santo, em território das reduções de Guairá. E a partir dessa época, outros expedicionários castelhanos palmilharam a região, e alguns dos quais nela se fixaram e criaram várias povoações.  Padres da Companhia de Jesus fundaram as 13 (treze) primeiras reduções nas bacias dos Rios Paranapanema, Tibagi Ivaí, Piquiri, Pirapó e  Corambateí.
Daí em diante a região passou a ser transitada normalmente pelos castelhanos.
Cortando a região no sentido Leste-Oeste, existia também o caminho pré-colombiano de Peabiru; pelo qual passaram inúmeras expedições castelhanas, inclusive a de ÁLVARO NUNES CABEZA DE VACA, que nomeado adentado do Paraguai, tinha a missão principal de tomar posse para a Coroa de Castela de todas as terras ao ocidente da linha de limítrofe com as de Portugal, em terras americanas.
Com a destruição das reduções jesuítas de Guairá, efetuadas pela bandeira de MANOEL PRETO e ANTONIO RAPOSO TAVARES, em 1629 chegou-se ao término da dominação castelhana, e os remanescentes das Reduções, chefiados pelos padres jesuítas, deslocaram-se para Sete Povos das Missões, em terras do Estado do Rio Grande do Sul.
Assim, pois, o território da antiga província Paraguai de Guairá ficou completamente abandonado. É que as autoridades espanholas do Novo Mundo não tinham condições de enfrentar eficientemente os aguerridos bandeirantes paulistas, que ao precederem destruição das Reduções de Guairá, desmantelaram o sistema de colonização usado pelos espanhóis na região. E toda imensa área que estava sob o domínio dos espanhóis entrou num verdadeiro marasmo administrativo e político, o que facilitou, em grande parte, a ascensão da colonização luso-brasileira em toda região.
Aliás, apreciando os efeitos e intrepidez dos bandeirantes paulistas, um sábio estrangeiro ficou pasmado, e escreveu que os bandeirantes não pareciam pertencer a um povo igual outros. Seriam eles parte de uma “raça de gigantes”!…

E na década de 1930, embora o Ciclo de Café já estivesse historicamente ultrapassado, as plantações de cafezais atingiram praticamente todo o norte do Paraná, e gradativamente alcançaram todo o noroeste do estado. E é graças á cultura cafeeira que vamos ter o povoamento e colonização de vastas áreas de nosso Estado, inclusive a nossa.
E entre os anos de 1948 e 1950, um grupo de arrojados desbravadores do noroeste paranaense, todos empolgados, sobretudo com a movimentação demográfica provocada com a fundação de Paranavaí, resolveu esse grupo construir uma companhia colonizadora, com a finalidade de povoar e lotear a Gleba 19, da Colônia de Paranavaí. E essa empresa recebeu denominação de Companhia Imobiliária e Colonizadora Santa Isabel do Ivaí, e é responsável pela colonização do nosso município.
E mais uma vez se constata o pioneirismo do brasileiro: em pouco tempo a região se é sacudida por uma febre de progresso invulgar.
E tanto isso é verdade, que no ano de 1952 iniciou a colonização, o patrimônio de Santa Isabel do Ivaí já possuía 3.000 habitantes. E dai em diante o progresso foi vertiginoso, com a chegada de novos contingentes humanos, que de todos os rincões da Pátria, e mesmo do estrangeiro, vinham em busca de melhores dias, forjando com seu trabalho uma das regiões mais prosperas do País.
Na década de 1960 a população atingiu aproximadamente 40.000 habitantes.
E já em 1953 o patrimônio de Santa Isabel do Ivaí foi elevado à categoria de distrito administrativo de Paranavaí, fato que veio impulsionar ainda mais o progresso local.
Poços artesianos, instalação de uma rede subterrânea de combate a incêndios, única então existente em todo o Norte e Noroeste do Estado, Instalação de serrarias, de uma cerâmica, cuja capacidade de produção era maior de todo o estado, entre outros melhoramentos, que em 1954, através da Lei Estadual N◦ 253, de 26 de novembro de 1954, o distrito de Santa Isabel do Ivaí foi elevado à categoria de Município, desmembrando que fora, administrativamente, do Município de Paranavaí.
E a instalação solene do Município só ocorreu no ano seguinte , quando no dia 25 de novembro de 1955 tomou posse o primeiro Prefeito, eleito pouco antes, instalando-se, também, no mesmo dia, a primeira Câmara Municipal de Santa Isabel do Ivaí.

1◦PREFEITO MUNICIPAL
PASCHOAL PUCCI
VEREADORES
ANTÔNIO LOURENÇO REINOSO
OSÓRIO QUAGLIARELO
MELCÍADES PIRES DE OLIVEIRA
VITÓRIO ILIPRONTI
MANOEL ALVES RODRIGUES
ÂNGELO GRANDI JORGE DE FREITAS
E com a emancipação politica e administrativa de Santa Isabel do Ivaí, todo o município passa por uma fase de excepcional progresso, que deslumbra e fascina todos que nos visitam.
E atendo ao clamor de todos seus munícipes, pela Lei Estadual N◦4.664, de 29 de dezembro de 1962, Santa Isabel do Ivaí foi elevada á Categoria de Comarca, cuja instalação solene se realizou no dia 31 de agosto de 1963, fato que veio facilitar grandemente a distribuição da Justiça em nosso Município.OBSERVACÃO: 1◦ JUIZ DE DIREITO